Tag: Minimalismo

60 anos da poltrona Coconut

24 de Agosto de 2015

Criada em 1955 pelo arquiteto e designer americano George Nelson (1908-1986) se tornou um clássico da decoração do último século.

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Papel de parede na cabeceira: dicas para usar melhor

16 de Março de 2015

O papel de parede transforma a lateral da cama em um cantinho especial - quando bem usado. O revestimento compõe arranjos com o móvel ou substitui a cabeceira, com a vantagem de ser mais barato do que materiais como couro e madeira - e mais resistente do que tecido.

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Deixe seu home office funcional e moderno.

02 de Março de 2015

Nada como ter um home office bonito e funcional. Para isso é indispensável utilizar conceitos de organização como estes criados por profissionais do CasaPRO selecionados pelo Blog CX Construções para que você tenha em casa um ambiente cm cara de capa de revista!

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Apartamentos funcionais para jovens sofisticados

13 de Janeiro de 2015

De olho nas tendências que atendam a agenda dinâmica de jovens casais, selecionamos um projeto arrojado da arquiteta Ângela Roldão publicado no portal Casa.com.br para o exigente leitor do Blog da CX Construções.

 

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Artista cria técnica para "pintar" com madeira

01 de Outubro de 2014

A artista plástica e designer Lara Matana soube a hora de parar e partir para outros caminhos quando resolveu uma inquietação artística: trocou a pintura em tela pela madeira, criou uma técnica e chegou ao plano tridimensional que precisava. "Em 1998 eu tive o primeiro contato com a madeira e comecei a trabalhar em 2000, mas antes eu já pintava. A madeira trouxe a possibilidade de trabalhar com planos diferentes e esse trabalho com lâminas ou palitos vem para a terceira dimensão. Acho que ele está entre uma escultura e um quadro. Tem um suporte de quadro porque precisa ter uma proteção, mas no sentido de volumetria e de possibilidades, é como pintar com a madeira", explica.

Quem vê a artista falando de forma descomplicada, não imagina o resultado do trabalho minucioso, a partir da técnica criada por Lara que utiliza as tiras de madeira na vertical. A técnica é inédita e foi reconhecida pela Academia Brasileira de Belas Artes, em 2007, e hoje, Lara é acadêmica da cadeira número dois, uma das mais elevadas. "Criar uma técnica é muito difícil. O que percebemos é a criação de várias coisas usando a mesma técnica e não a elaboração de uma nova", disse.

Lâminas de madeira são utilizadas na vertical e encaixadas nas estruturas que proporcionam movimentos circulares  

Tela da série "Fundo do Mar" em desenvolvimento no ateliê da artista plástica

Os resíduos são doados para a artista e as peças grandes que para alguns é um incômodo trouxe novas possibilidades de trabalho, além das lâminas, as raízes e caules se tornam esculturas, móveis e peças de design. 100% da madeira utilizada pela artista é reaproveitada e algumas árvores você pode ter visto a caminho do trabalho ou do seu lar, antes de serem retiradas para a construção de viadutos ou supermercados, como o tarumã que pode ser o próximo a se tornar outro, uma escultura, quem sabe, após passar pelas mãos de Lara.

"O resgate e o restauro dessa madeira é uma ocupação visando, também, a sustentabilidade do ambiente e da humanidade das pessoas porque mostramos que é possível trabalhar de uma forma sustentável, com um material que foi descartado mas resulta em peças bonitas e duráveis." Para Lara, a madeira tem uma linguagem própria e apaixonante, tanto para os que trabalham de forma artística ou em grande escala "fazendo compensado ou paineis. A madeira encanta e envolve e tem uma propriedade que poucas matérias têm porque mesmo depois de "morta" ela continua propiciando uma continuidade por ser reutilizável, diferente dos seres humanos", afirma.

O diálogo requer paciência e contemplação, de acordo com Lara, que demorou mais de dois anos para interferir no primeiro tronco que recebeu. "Eu olhava aquela peça gigantesca e não conseguia saber o que fazer. Qualquer corte que der errado, você perde a peça. A gente não faz só a limpeza, tem todo um pensar, uma continuidade na linha respeitando as curvas que ela tem, os buracos para que sejam feitas poesias na madeira. A arte tem que emocionar, surpreender.Tem algumas peças que eu olho e já sei o que elas podem se tornar e outras não são óbvias", explica, como no caso da "Bailarina", que, atualmente, faz parte do acervo do hotel Sesc Pantanal, em Mato Grosso.

Escultura "Bailarina" que faz parte do acervo permanente do hotel Sesc Pantanal. Crédito da foto: site Lara Matana

Não é só o olhar que se exercita ao longo dos anos, a artista também reflete sobre cada peça "para mostrar a beleza única e reluzente daquilo que já existe ou que está embaixo da terra, da sujeira, da casca. Tem todo um registro histórico nela, onde a água passou, do mesmo jeito que tem na gente."

Lara Matana em contato com sua matéria-prima. Crédito da foto: site Lara Matana

O caráter único de cada peça, mesmo as lâminas que compõem algumas séries, é uma marca de Lara que produz por encomenda mas valoriza a possibilidade de deixar a inspiração comandar e fazer peças mais conceituais, sem "dono". Cada peça feita com lâmina demora até dois meses para ficar pronta. Mas o que preocupava Lara quando visitei a marcenaria era descobrir qual era o sentido da fibra de um tronco que estava secando, ao sol, e vai se tornar uma mesa com mais de três metros de comprimento.

Lara Matana expõe as peças finalizadas em uma galeria no hotel Gran Odara, localizado na avenida Miguel Sutil, número 8344, em Cuiabá. Mais informações pelo telefone 3623-6535 e pelo site clicando aqui.   

Tela "Flâmula" da Série Sollar, de 2012. Crédito da foto: site Lara Matana

Tela "Pavão Devoção" da Série Pavão, de 2013. Crédito da foto: site Lara Matana

Luminária feita com tronco de árvore. Crédito da foto: site Lara Matana

Banquetas feitas de madeira. Crédito da foto: Lara Matana

Peça de madeira da Série "Ouriço". Crédito da foto: site Lara Matana

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